sábado, 22 de março de 2025

Uma hora incrível ao seu lado...

 Ontem, perdi-me em uma hora mágica ao seu lado, onde os carinhos dançavam como notas em um som suave.

Nossos abraços, melodias que ecoam, reflexões sobre os caminhos que queremos trilhar.

Sonhos e desejos se entrelaçam, como versos de uma canção que ainda se compõe.

Apesar dos desafios da maturidade, nossos corações pulsando em uníssono, a vontade de estar junto é um sopro de vida.

Sentimentos nascem em cada olhar, mas a saudade, de alguma forma, me cobra...

A aventura é um mar profundo, onde beijos molhados despertam o querer, e a paixão se torna poesia. Tudo isso para dizer que estou com muita saudade do nós, da cumplicidade que nos envolve, dos risos compartilhados e dos silêncios confortáveis.

Essa distância é um eco que ressoa, lembrando-me a cada instante do quanto te quero perto.

A espera é doce e amarga... Você é uma pessoa que tem pego meus dias e tornado-os incríveis, em meio a tudo...

Conto os dias para reviver a magia que é ser nós.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Romantizando a dor...

 A pior sensação do mundo, é quando você dá o seu melhor e descobre que o seu melhor não foi o suficiente. 😔 É frustrante! 

Poxa, eu não sou tão especial quanto eu achei que era. 

Em um relacionamento, isso acontece. 

Eu me acho um cara interessante e se eu quisesse conquistar, eu conquistava, eu dizia.

Aí você acha que está num relacionamento e você faz de tudo, descobre então que, aquela pessoa não te quer mais. 

Tem outra opção, você fica desolado! 😞 

Meu Deus, como assim? Eu dei o meu melhor e o meu melhor não foi o suficiente.

Para não cair nessa armadilha, tipo, "oh beleza, eu sei que você quer se achar muito especial. 

Eu sei que você quer ser o gênio não descoberto ainda. Mas vamos fazer assim, você quer resultado, não quer? Ok!

Pra dar resultado, tem que fazer acontecer. 

E pra fazer acontecer, eu tenho que me comprometer e dar o meu melhor. 

E talvez descobrir que o meu melhor não é o suficiente. Você aceita? 

Tá bom, tá bom, calma, vamos contar uma historinha pra ficar um pouco melhor essa ideia?

Vamos, então tá, fala que você é a média que persistiu.

Ah, então tá! Poxa, pelo menos eu sou a média que persistiu, sou um pouco especial ali. 

Então daí a gente vai contar umas historinhas pra gente e a gente vai acreditar nelas.

E a historinha que eu contei pra mim foi: "Oh, tá bom, se a ideia é errada, você é a pessoa que persiste, mesmo que aquilo dê errado." 


E assim vai indo. Assim vai indo... 😢

domingo, 29 de maio de 2022

Ecos

Entrando e saindo, tentando ouvir aquele silêncio ensurdecedor… vácuo... acúo...acúo… eco… Por um momento eu achei que sim, mas não... Medo? Todos! Enfim, assim, seguimos. Entendo? Claro! Concordo? Não. Mas não tenho que concordar com nada, seria egoísmo, não comigo, nem contigo.

Aí entra o querer, ensejo, desejo…

Sem meias palavras enquanto as palavras chulas não se completam…

Enfim… minha arrogância se recusa a entender o “entendível”, minha incompreensão, por mais que ela tenta acatar, ela se abdica de querer.

Palavras lançadas ao vento… Encontros, encantos, desencontros…

sábado, 2 de março de 2019

Segunda, 4 de março de 2019

Assim dizia a música dos irmãos Mário e Marcos; "O grande sentido da vida é a gente vencer cada dia, como se fosse o maior de todos os prêmios".
Mas... O que seria o vencer a cada dia?
Temos uma rotina em nossas vidas, a maioria das coisas para nós já virou paisagem. É normal nos arrumarmos para o dia a dia, cumprimentamos as pessoas à nossa volta e alguns com quem acabamos trombando por aí.
Decorrem os dias sem fazer muito sentido.
Sabe aquela alegria de quando compramos uma roupa nova?
Assim deve ser o nosso dia, seja quando acordamos, quando damos ou recebemos um bom dia...
Ah... Faz toda a diferença!
Sabe aquela pessoa que está do seu lado, seja no trabalho, em casa, lembra de dizer sobre a sua importância, pode ser apenas elogiando o cabelo, perguntando se está bem.
Dessa forma, além de você ter um bom dia, estará proporcionando sem sombra de dúvidas, um melhor dia à alguém.
E quando voltar pra casa verás que venceu mais um dia.

Faça as coisas com amor e tenha um abençoado dia!!!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Rede Social, A Descoberta.


Continuação... A descoberta

Aquela notícia foi como uma bomba para mim, de repente encontrei quem eu nunca havia visto antes, mas não sabia eu dizer o porquê do desencontro...
Cheguei ao hospital onde Silvia tinha sido levada e fui informado pelo pessoal dos bombeiros que o velocímetro do carro parou marcando 170km.
Pô!!!
Porque ela estava nessa velocidade, o que ela pretendia?
Eu não pude subir na UTI para vê-la, os médicos pediram para eu aguardar o horário de visitas. Eram 21:00hs quando me foi permitido subir, eu estava nervoso, já havia tentado falar com seus familiares, mas no número que eu tinha só estava dando ocupado. Quando entrei na UTI, meu coração parecia que iria sair pela boca,
Silvia estava em coma induzido, o braço direito e as duas pernas estavam enfaixadas e seu rosto bem inchado e envolto a alguns aparelhos que eu não sei especificar.
Aquela moça que eu só conhecia pela rede social, por quem eu tinha muito carinho, acho que até mais do que eu queria, agora ela estava ali, num leito de hospital sem eu saber se iria de fato ter a oportunidade de vivenciar uma história...
A enfermeira que estava de plantão veio me avisar que o tempo de visita havia acabado, insisti pra ficar apenas 5 minutos a mais e ela me orientou a sair, dizendo que o estado de saúde dela era muito delicado. Desci e Tina me esperava na portaria junto com a tia Dora.
No caminho para casa da minha tia eu estava meio desolado, no carro o silêncio foi quebrado pela tia Dora que começava a orar.
Deus? 
Que Deus é esse que me dá, e antes mesmo d'eu ter, me tira?
Eu só sabia ter raiva das coisas.
Quando chegamos eu não quis entrar, precisava ficar sozinho, mas Samuca veio ali para me dar apoio.
Novamente tentei ligar para residência da Silvia, ela morava com a mãe, eu precisava informar sobre o que aconteceu... Agora o telefone começa a chamar...

-Alô? Uma senhora responde.

- Alô boa noite, meu nome é Matheus com quem to falando?

- Pois não Matheus, você deseja falar com quem?

- Eu sou amigo da Silvia, por acaso é a mãe dela quem está falando?

- É sim, só que ela não está ela foi a um congresso numa cidade vizinha aqui, Abadia de Goiás.

Naquela hora eu não entendi nada, Silvinha não falou para a própria mãe que viria pra Belo Horizonte... O que eu iria dizer para ela então, poxa, eu nunca fui conivente a mentira, sempre gostei de fazer as coisas certas, a senhora que não havia dito seu nome ainda para mim continua...

- Seu Matheus espere aí que eu vou chamar o Marcos.

Quem era Marcos, será irmão ou até mesmo pai, de repente...

- Alô, quem está falando?

- Oi aqui é o Matheus.

- Pois não Matheus o que você deseja?

- É sobre a Silvia...

- O que tem minha esposa?

Quando ele disse "esposa" a minha pergunta foi instintiva.

- A Silvia é sua esposa?

- Sim, mas quem é você?

Eu já não sabia como proceder, era muita informação, eu falava com Silvia já há algum tempo, por que ela me escondeu isso?
Se eu soubesse eu continuaria seu amigo, mas não me envolveria, não pode ser alguma coisa está errada...

- Alô... Alô...

- To aqui Marcos. 

É o seguinte, sua esposa se envolveu num acidente e está na UTI da Santa Casa aqui de Belo Horizonte.

- Como assim em Belo Horizonte? Rapaz se você não tem o que fazer eu tenho, minha esposa está num congresso e me ligou ontem dizendo que estaria chegando amanhã.

- Marcos faz o seguinte, procure o número da Santa Casa de BH e liga lá, eles te darão a informação certa.

- Você está maluco! Vai encher o saco de outra pessoa! ...disse ele batendo o telefone na minha cara.

Já se passavam das 22h40hs. eu teria que voltar pra São Paulo daqui a dois dias, como fazer isso agora?
Eu estava muito cansado já faziam mais de 24hs que eu não dormia Samuca então me convenceu a ir descansar, ele havia escutado toda a conversa, sabia o que eu precisava...
No dia seguinte por volta das 06hs da manhã meu celular toca, era da casa de Silvia, Marcos pedia mais informações.

- Eu tentei ligar para minha esposa a noite toda, isso por acaso é um sequestro?

- Não Marcos. Realmente houve um acidente e sua esposa está internada na UTI aqui de BH.

- Mas quem é você, de onde você a conhece e porque ela se acidentou aí?

- Marcos você já ligou no hospital?

- Já sim, mas não pode ser a minha Silvia...

- Então venha para cá e aqui conversamos.

Eu, além de tudo que havia passado, todo envolvimento, todos os desencontros agora teria que encontrar o marido e explicar tudo para ele, o que falar.
Levantei e tio Valdir veio conversar comigo, pedindo para eu entregar todos meus problemas a Deus, dizendo que só Ele poderia mudar as coisas e me fazer entender a razão. Mas que Deus é esse que permite eu me envolver em tudo isso? Meu tio me acompanhou no café e logo em seguida fui ao hospital com a Tina.
Samuca foi chamado pela empresa para resolver alguns problemas e iria ficar o dia todo fora.
No hospital a angústia parece aumentar, a demora dos médicos para dizer como Silvinha está, contribuem para isso.
Eram em torno das 09hs e os médicos me chamaram e disseram que o estado de saúde de Silvia havia piorado e que eles não estavam conseguindo estabilizar ela.
Minha cabeça parecia que iria explodir, meu celular toca, era Marcos dizendo que estava previsto pro seu voo chegar as 10h45min.
O que eu dizer a ele, como, porque Silvia estava em Minas Gerais? ...eram perguntas que me martelavam.
Eu sou psicólogo na capital de São Paulo e atuo na área há apenas seis anos, ser psicólogo era uma das coisas que contribuíram para que nossa amizade fosse ficando ainda maior, tínhamos muitos assuntos em comum.
Tina me aconselhou a dizer que eu e Silvia éramos apenas amigos devido à mesma função, eu ainda não sabia, não gosto de mentiras e sei que se precisasse fazer isso, eu me daria mal.
As 10h20min. uma enfermeira veio me dizer que Silvia precisaria fazer uma cirurgia de emergência, no mesmo instante meu celular toca, é Marcos me pedindo para encontrá-lo no aeroporto.
Tina já não tem palavras para me dizer, no caminho do aeroporto, minha cabeça começa a rodar, Tina insiste para eu esquecer essa história e sumir, uma vez que eu não conhecia o Marcos. Mas eu não podia fazer isso.
No aeroporto um rapaz de estatura alta e magro com óculos bem chamativo me pergunta: 

- Você é o Matheus, era Marcos.

Eu e Tina nos apresentamos e seguimos os três ao hospital.
No trajeto começo a conversar com Marcos e conto a ele detalhadamente toda história, sem esconder uma só vírgula. Marcos começa a chorar dizendo não acreditar, mas nem eu estava acreditando.
Quando eu disse que estávamos conversando já há algum tempo ele me disse que ficou num período de quatro meses acompanhando a filha num tratamento de uma doença rara no exterior, disse também que ela não havia suportado e falecera há exatos 13 dias.
Aquela história me comovia, porque Silvia faria aquilo... Mas quanto mais eu ouvia, mas eu queria ouvir, pode ser que ela procurasse em mim uma válvula de escape ou algo assim.
Aquele homem deveria estar revoltado, mas não, ele ainda chorando mostrava calma.
Tina chorava enquanto dirigia.
Eu desde quando comecei os estudos, nunca mais parei, na faculdade eu era reconhecido pelas minhas teses, como estava eu sendo enganado por uma mulher dessa maneira?
Chegamos ao hospital e eu não conseguia olhar naquele homem, Marcos queria saber onde ela se acidentou, em que hotel ela ficou, o quarto... Algumas informações eu não sabia.
Tina disse estar com fome e acabamos por comer algo na lanchonete do hospital, quando voltamos ao saguão a atendente me chamou e pediu para eu aguardar que o médico queria falar sobre Silvia.
Só poderia ser sobre o estado dela devido à cirurgia, Marcos insistentemente dizia em transferi-la para Goiânia num hospital particular.
Tio Valdir chega ao hospital junto da tia Dóra bem no momento que o médico nos chama a uma sala ao lado.

- Boa tarde, sou o responsável pela equipe que estava cuidando da Senhora Silvia e venho com pêsames dizer que fizemos tudo o possível para mantermos ela conosco, fizemos uma cirurgia de emergência onde tivemos êxito, mas logo após ela teve uma parada cardiorrespiratória onde não foi possível trazê-la de volta. 
Infelizmente o estado de saúde dela era muito grave e encontramos substancias químicas em seu sangue que ainda estão sendo analisadas.

O médico se despediu da gente ali deixando o martírio de viver com aquela situação...
Marcos entrou em desespero e saiu correndo sem rumo, Tina estava chorando em soluços e eu por mais forte que eu parecesse, eu não conseguia segurar as lágrimas.
Tudo estava acabando ali.
O encontro e desencontro sem nenhuma palavra, porque, qual o motivo?
Fui atrás do Marcos e agora eu tinha a missão em acalmá-lo; tio Valdir foi atrás de mim e pediu para deixar com ele, pois esse momento poderia ser ruim se eu tentasse falar com Marcos. Novamente meu celular toca, era Samuca que queria saber o estado de Silvia.

- Alô Matheus a Silvia melhorou?

- Acabou Samuca... falei chorando,

- Silvia se foi sem nem mesmo eu entende-la ou ela me entender...

- Poxa nem sei o que dizer Matheus... Logo estarei aí com você... disse ele finalizando a conversa.

De volta à realidade Tina me vem dizendo que Marcos estava me chamando...

- Ô Matheus onde você estava o Marcos quer falar contigo.

Quando encontramos Marcos veio falando comigo pedindo desculpas por todo transtorno, disse ele que iria fazer o traslado para Goiânia. Marcos em meio à dor dizia isso com uma expressão de paz em seu rosto, ele ainda chorava, mas dizia que a mãe gostaria de ser enterrada próxima a filha.
Eu quem devia me desculpar, afinal era eu quem estava falando diariamente com aquela moça.
Eu nunca tive nada declarado com Silvia, mas sabia em mim que eu e ela nos falávamos como namorados.
Ele insistia em falar comigo, eu estava cheio de culpa, e para mim era como se ele cravasse uma faca em meu peito.
Marcos pede pra falar comigo em particular e eu sinceramente fiquei com receio.
Fomos para fora do hospital e Marcos pediu pra eu ficar em paz, dizia ele que o ocorrido não era culpa minha, e Marcos disse mais uma coisa:

-Matheus eu não sei nada sobre você, mas sei que você não é uma má pessoa, mas vejo também que uma sombra paira em sua vida, você acredita em Jesus?

Eu não estava crendo naquilo que estava ouvindo; depois de tudo aquilo que estava ocorrendo ele, Marcos queria falar em Deus para mim.

- Marcos respeito sua crença, mas não, não acredito em Deus e para ser sincero não sei como você pode acreditar com tudo isso que vem te ocorrendo...

 Fim da segunda parte

Rede Social

Rede Social

Procurei sair correndo atrás dela, mas eu não sabia para que lado ela tinha ido.
Minha cabeça estava rodando, ao mesmo tempo em que eu tentava entender o porquê de tudo isso acontecendo ao mesmo tempo...  Silvia era uma pessoa por quem eu tinha enorme admiração, mas eu ainda não conhecia pessoalmente.
Tudo começou através de uma conversa numa rede social. Não me recordo com perfeição a data exata em que ficamos amigos, mas sempre estávamos conversando. Silvinha como carinhosamente eu chamava, gostava basicamente das mesmas coisas que eu. 
Passado algum tempo depois eu e Silvinha éramos mais que amigos, nada mais eu publicava, a não ser no mural dela.
Em setembro fui para Belo Horizonte na casa dos meus tios, tia Dóra e tio Valdir, aproveitar o feriado prolongado. Num passeio a noite junto a Tina (Cristina) e o Samuca (Samuel) meus primos, fomos a um barzinho no centro da capital mineira. Já altas horas, eu disse ao Samuca que estava cansado e que também a Tina estava um pouco alta.
Eu não consumo bebida alcoólica, e não estava nem um pouco à vontade ali.
Saindo daquele ambiente já no carro, mas ainda no estacionamento, uma moça bate com seu carro no carro da Tina. Samuca parou o carro e Tina desceu alterada começou a discutir. Eu já estava impaciente a moça que bateu no carro deu telefone, mas não tinha como resolver nada ali.
Tina não parava de gritar, então a peguei pelo braço e levei-a ao carro quando escuto:

- Matheus... 

Ao me virar olho para moça que me chamou e pergunto:

- Falou comigo?

Ela insiste:

- Você é o Matheus!

Nesse momento passa um filme em minha cabeça, mas de onde apareceu aquela moça, como ela me conhecia? Eu só podia pensar em uma pessoa, mas não ali, ela não era daquela cidade... Tina não parava de pé estava cambaleando, mas não parava de gritar.
Eu tentava ver a moça que chamava pelo meu nome, mas não conseguia vê-la e ela saia e meio ao movimento.

Encontros e desencontros...

Mas com quem, porque ela correu? Tina não se acalmava, Samuca resolveu com a moça e então seguíamos rumo a casa (de onde eu acho que nem deveria ter saído).
No caminho com Tina literalmente "apagada", Samuca me perguntava se eu estava bem, eu dizia que sim, mas em minha cabeça tentava encontrar nomes, quem era aquela moça, será que alguém que cresceu comigo, mas porque não veio falar comigo?
As dúvidas insistiam em me atormentar.
Já em casa após o banho fui me deitar, passavam da 03:20 da madrugada, logo peguei no sono.
Pela manhã não me lembro certo o horário, escutei gritaria na casa dos meus tios, Tia Dóra ao me ver levantar me disse que havia feito um bolo de fubá, mas que esperasse um pouco, pois Tininha havia levantado e estava querendo saber o que houve com seu carro. "vai entender bebum né..."
Tomei café e tio Valdir veio conversar comigo, perguntava sobre minha mãe, meu pai... Tio Valdir era um senhor que havia lutado muito na vida, há sete anos travou uma luta contra o câncer, e tinha muitas histórias para contar...
Eu me divertia com ele, já tia Dóra (que é irmã do meu pai) é mais reservada, mas eu gosto dela também. Em torno das 11:00hs da manhã alguém chama o meu tio e acabo ficando sozinho na sala... Fui ao quarto e peguei meu notebook e comecei a ver minhas redes sociais para me atualizar...
Tinha vários posts para mim... Como é bom ter amigos né, estavam todos querendo saber o porquê eu havia sumido (apenas três dias fora e causei...kkkkkk). Comecei a procurar aqueles com quem tenho mais afinidade... Silvinha...  Mas nada, naquele horário eu tinha certeza que ela estaria online...
Procurei e nada, fui ao seu perfil não achei, (pô, o que poderia ter acontecido...) Comecei a procurar por tudo e nada de Silvinha... estava ficando aflito, de repente tia Dóra me grita da cozinha:  -Matheus...Matheus...por favor, me ajude aqui Fui a cozinha e deixei o "not" aberto... Minha tia estava fazendo um almoço que o próprio cheiro denunciava o sabor, apesar de morar na capital, minha tia mantinha o velho fogão a lenha.
Não sei dizer se o tipo de fogão altera o sabor da comida, mas quando eu estava lá eu conseguia viajar no passado e lembrar-se de quando eu era criança.  Samuca entra na cozinha, minha tia Dóra reclama do horário dele levantar e ele me avisa que tem alguma coisa piscando no meu notebook.
Terminei de ajudar minha tia e fui ver o "not". Quando cheguei logo percebi que era um e-mail, mas para minha decepção, nele havia a seguinte mensagem: 
“-Há entendi, você insistiu em conversar comigo apenas para manter uma segunda opção né, péssimo isso, porque agora eu sei que não acredito mais em você. Nossa quer dizer então que não tinha nada a ver o que falávamos, porque então escolheu um assunto tão forte para mim e não escolheu falar sobre tantas outras coisas, parabéns para você, conseguiu-me decepcionar. Eu te vi ontem com sua mulher aqui em BH.”

Fiquei paralisado tentando entender tudo aquilo, como assim, Silvinha mora em Goiânia, não alguma coisa está errada... mas o e-mail continuava...

"-Quando você disse para mim que viria para BH, eu decidi fazer uma surpresa para você e reservei um quarto de hotel aqui, cheguei em BH um dia antes de você. Fiquei te esperando e te vi no saguão do aeroporto, mas vi também que uma moça correu ao teu encontro e então me afastei e fiquei apenas observando, tentando entender como eu pude ser tão idiota a ponto de querer de forma diferente.
Segui você e vi quando ela te entregou a chave do carro e você dirigiu. Vi quando você entrou naquela residência e apenas segui vocês quando saíram à noite, eu não sei como, mas eu te perdi quando você entrou naquele ambiente, aquele mesmo ambiente que você disse para mim várias vezes que não gostava, como não Matheus?
Eu estava fora de mim, a minha próxima atitude era sair daquele local ir para o hotel e antecipar por razões óbvias minha volta...
E eu que disse para a mamãe que havia encontrado alguém diferente aff, vocês são todos iguais. Quando eu vi aquela confusão e escutei uma moça gritando eu não queria passar, mas não tinha como, era a saída. Mas ao ver você com aquela moça nos braços, foi a certeza que eu precisava para saber ao certo quem é você, eu só não entendo o porquê fez isso comigo..."

Eu não acreditava no que eu estava lendo, ela entendeu tudo errado, poxa, porque ela não me avisou que viria comigo...

- Espero sinceramente que você seja muito feliz, eu vou embora daqui e tenha certeza que da sua vida também...só te peço que não engana outras pessoas como fez comigo... ...adeus".

Não, como assim adeus...entrei em desespero. Tio Valdir entrou em casa quando eu terminava de ler o e-mail e me questionava se eu estava bem, se aconteceu alguma coisa... Pedi a ele o carro emprestado e ele sem nenhum problema me emprestou.
Chamei o Samuca e quis que ele me levasse em todos os hotéis da cidade. Ele sem entender nada, começou a me questionar o porquê, e fui contando a ele no caminho... Chegamos ao primeiro hotel e a recepcionista foi educada e me disse que não, que ali não havia nenhuma Silvia Fagnhello.
Fomos a outro hotel e nada também, foi assim até chegarmos no 4º hotel e o recepcionista começou a verificar a lista de hóspedes quando me informa que Silva havia fechado a conta a pouco mais de 3hs e agora, aonde ir? Pensei até que o Samuca disse para a gente ir para o aeroporto, o carregador de malas disse que não seria possível, porque ela confirmou que entregaria o carro da locadora na filial lá em Goiânia.
Por um minuto fiquei pensando em que, em como, e agora?
Já não tinha mais o que fazer, eu tinha um número residencial da Silvinha e resolvi esperar para poder ligar para ela então e me explicar.
Fomos para casa e tia Dóra estava preocupada comigo porque eu tinha saído sem falar nada para ela. Depois de ter contado a história a todos, Tina me deu maior apoio e começou a querer me fazer sentir bem.
Já estava à noitinha e Samuca e Tina me convidaram para sair com eles, eu achei melhor não, afinal o último passeio junto não havia sido nada agradável, eles insistiram, mas eu não fui.
Sempre tive enorme carinho por meus primos, crescemos juntos e quando eu achava que eles já estavam se divertindo, escutei do quarto um barulho de carro na frente da casa. Bom continuei ali quietinho. Logo tio Valdir bate na porta dizendo que tinha alguém me chamando, na mesma hora pensei é a Silvinha... mas não, era os malucos dos meus primos com uma galera dizendo para acender a churrasqueira que eles não iriam permitir ficar lá sem fazer nada... Ok, não teria outra maneira mesmo... enfim. Comecei a curtir com eles, a tia Dóra começou a preparar uma maionese e diga se de passagem, não comi nada parecido com a maionese da minha tia, ela faz com maçã e é uma delícia.
Tio Valdir estava se divertindo e veio ao meu encontro com meu celular em suas mãos:

-Estava tocando lá rapaz, eu não atendi por não achar certo".

Bem na hora que eu iria atender, caiu a ligação, eu não conhecia o número e não retornei. Voltei junto ao Samuca e a Tina e novamente toca o celular, era da Polícia Rodoviária...
O guarda disse que Silvia havia sofrido um acidente e que ela estaria na Santa Casa de Belo Horizonte, disse ele que lá estaria uma equipe do Resgate que iria me dar todas as explicações necessárias, disse também que esse era o único número que eles encontraram com ela... Poxa... porque está tudo acontecendo dessa maneira...


 Fim da primeira parte

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Espelhos

Somos espelhos daquilo que sentimos ou queremos.

Somos espelhos daquilo que falamos, daqueles com quem conversamos.

Somos espelhos das nossas atitudes e quase sempre não conseguimos desvincular o nosso próprio reflexo.

Estamos em um momento onde a crise moral e ética é discutida devido ao cenário político, frente as eleições presidenciais.
É lamentável que na atual conjuntura presenciamos brigas tão fúteis contradizendo a toda discussão gerada por partido A ou B.

Somos espelho do nosso egocentrismo.

Derrepente nos pegamos apontando a escolha do outro quando o mesmo tem seu próprio direito às escolhas.
Não tô aqui defendendo esse ou aquele, acho que cada qual está aí com suas propostas e cabe a nós decidirmos mediante as informações quais nos foram transmitidas. É um momento de tensão, a crise de valores morais e éticos pegam pessoas questionando corrupção, mas aceitando pequenas "facilitações".
Eu nunca quis pensar em política, penso que a maioria das pessoas também não, mas, quem estamos colocando para nos governar?

Espelho de uma sociedade carente.

Hoje consigo refletir sobre política com uma nova perspectiva.
Aprendi que, se não for de nosso interesse, o cenário político será sempre o mesmo. Formado por pessoas que entram apenas para se beneficiar direta ou indiretamente de um povo que ignora os seus próprios interesses.

Reflexo da dor de uma sociedade.

Temos que nos posicionar de forma diferente, onde saímos das discussões provocadas por partidos que não apresentam plano de governo e utiliza de mecanismos de manipulação em massa.
Conversava com meu filho hoje a respeito da política e vi o quão estamos distantes de uma sociedade que luta pela mesma causa.
A conversa hoje gira em torno de esquecer os erros cometidos pelo partido no passado e acreditar na mudança.
Por outro lado,escuto pessoas que acreditam na mudança e que talvez o radicalismo seja a melhor opção.
Dois presidenciáveis e nenhum com capacidade suficiente para ser presidente. (Apenas minha opinião)
Mas não estou aqui pra discutir a minha opinião, mas contudo, não posso ficar às margens da democracia.

Espelhos quebrados...

Nossa nação é extremamente grande para ficarmos à mercê de governantes sem escrúpulos.
Temos que mudar pontos de vista e nos colocarmos no lugar dos outros.
Precisamos sim analisar os planos de cada candidato, precisamos olhar o que isso pode refletir a curto e a longo prazo, (Ah, mas se não der certo nós tiramos ele).

Espelho com baixa resolução...

Não é simples tirar um governo! Nós não tiramos o último governo, foi uma manobra política por interesse daqueles que colocamos para "decidir nosso futuro".
Pode parecer pesado demais esse texto, mas é só analisarmos a atual situação do país.
A propósito, como eu disse no início, não to defendendo o governo A ou B, mas as evidências são claras.
No meu ponto de vista, quando um governo sai através de impeachment por mal conduta, seja por incapacidade, seja por irresponsabilidade ou por questões legais, o vice também tem que sair do governo ou o vice não sabe aquilo que acontece?

Tá na hora de começarmos a perceber que, tudo o que acontece no cenário político reflete de alguma forma em nós...